Mitologia Nordica (Agora o Lobo me mata!)
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Tópico: Mitologia Nordica (Agora o Lobo me mata!)
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 Postado em 14/08/2006 10:37:00 AM

MITOLOGIA NÓRDICA
O mito da criação germânica...

Quando ainda não existia nem a Terra nem o mar e nem o ar, quando só existia a escuridão, já estava lá o "Pai"... Ao começar a criação, mesmo no centro do espaço abria-se Ginnunga ou Ginnungagap - terrível abismo sem fundo e sem luz, circundado por uma massa de vapor. Ao norte estava a Terra de Niflhein - o mundo de água e escuridão que se abria ao redor da eterna fonte de Hvergelmir...

Dessa fonte nasciam os 12 rios do Elivagar, as doze correntes que corriam até a borda do seu mundo, antes de encontrar-se com o muro de frio que gelava as suas águas, fazendo-o também cair no abismo central com um estrondo ensurdecedor, as águas escoavam abismo adentro, para muito longe de sua origem, onde em alguns pontos a água congelou, formando assim camadas sobrepostas de gelo que foram pouco a pouco preenchendo o abismo...

Ao sul deste caos estava a doce terra de Muspells ou Muspelsheim - país do fogo, o cálido lar do fogo elementar, cuja custódia estava encomendada ao gigante Surt ou Surtur - gigante do fogo que lá vivia. Este gigante era quem lançava nuvens de centelhas ao brandir a sua espada chamejante, enchendo do seu fogo o céu, mas este fogo quase não conseguia fundir o gelo do abismo e o frio venceria de novo, fazendo com que se elevasse uma coluna de vapor que também não podia fugir do abismo, dado que, ao encontrar-se com o mundo do gelo, condensavam-se as grandes colunas de umidade, enchendo de nuvens o espaço central...

Deste lugar surgiu o Gigante Ymir, a personificação do oceano gelado, e nasceu com fome voraz, que só pode saciar com outra criatura nascida ao mesmo tempo que ele... A mistura continuou e dos pedaços de gelo nasceu a gigante Vaca Audumla (símbolo da fecundidade), de cujas tetas brotavam quatro rios de leite...

Audumla, procurando avidamente o seu alimento, lambeu um bloco de gelo e fundiu-o com a sua língua, fez aparecer o bom deus Buri enterrado muito tempo antes nos gelos perpétuos (em outra versão nasceu do leite que caiu das tetas da vaca)...

Mas enquanto Ymir adormecido placidamente, pariu sem reparar, com o suor de sua axila, Thrudgelmir, o gigante das seis cabeças, e este fez depois nascer o seu companheiro Bergelmir, e dos dois saiu a estirpe de todos os gigantes malvados do gelo...

A guerra do bem e do mal...

E os gigantes do mar viram o deus Buri, que acabava de engendrar o seu filho e aliado Bor. Compreenderam então que era o único momento no qual seria possível tentar vencer o bem. Os gigantes começaram imediatamente a guerra. Mas as forças estavam demasiadamente igualadas e o combate já durava eras, quando Bor desposou a Bestla, a gigante filha do gigante Bolthorn, e dessa união tiveram três filhos, três aliados imediatos para sua causa: Odin, Vili e Vé (representando o espírito, a vontade e o sagrado, respectivamente).

Com esta formidável ajuda, o novo exército do bem fez retroceder os malvados espíritos do gelo, até matar Ymir. Da grande quantidade de seu sangue, todos os gigantes, menos dois, se afogaram. Todos de sua raça morreram, exceto Bergelmir e a sua esposa, que puderam por-se a salvo a tempo, fugindo numa barca para o limite do mundo...

Do corpo de Ymir os irmãos (Odin, Vili e Vé) criaram o céu e a terra. Com seu crânio (outras versões: sua pele; ou de seus olhos de cor marrom) construíram a Midgard (a Terra, também chamado de o País do Meio ou Jardim Central). Seus músculos (carne) usaram para encher o Ginnungagap; seu sangue para criar os lagos e os oceanos; de seus ossos inquebráveis eles fizeram as montanhas; com o seu pelo, a vegetação; árvores eram feitas de seu cabelo e os dentes gigantes se tornaram rochas e pedras, também os desfiladeiros, sobre as quais colocaram as sobrancelhas do gigante, para fortificar a fronteira com o mar, construído com o sangue e o suor de Ymir.

Mas, a muita distância deles, Bergelmir e a sua mulher alcançaram uma inóspita terra que afetava pouco essas criaturas do frio, estabelecendo-se em um lugar ao qual chamaram Jotun ou Jotunheim (País do Leste ou País do Gelo), a casa dos gigantes, onde começaram a dar vida a outra raça de gigantes do gelo, para continuar a renovada luta das forças opostas...

E nasceu a terra...

Só faltava fechar este novo mundo e, julgou-se conveniente fazer isso, colocando sobre Midgard a abóbada craniana do derrotado gigante... A assim se fez, encarregando aos anões Nordri, Sudri, Austri e Wesdri a sua fixação em cada um dos quatro pontos cardeais que levavam os seus nomes...

Com o crânio posto no seu lugar fez-se nascer o céu, mas ao colocá-lo os miolos espalharam-se pelo ar e com os seus restos criaram-se as nuvens. Só faltava a iluminação desse espaço e os deuses acudiram a Muspells, fazendo com o fogo da espada de Surd, fabricando com as suas centelhas as luzes do firmamento...

Com as duas maiores os deuses realizaram o Sol e a Lua, colocando-as sobre duas carruagens que girariam sem parar sobre Midgard, revelando-se incessantemente no céu, carroças guiadas pelos dois filhos do gigante Mundilfari, a sua filha Sol e seu filho Mani.

Ambas as carruagens, para manter viva a luta constante entre o bem e o mal, seriam eterna e inutilmente perseguidas pelos dois lobos Skoll e Hatri - encarnações vivas da repulsa e do ódio, que tratavam de alcançá-los, sem o conseguirem salvo em alguma rara ocasião (quando da terra se podia ver um eclipse do Sol ou da Lua), para conseguir o seu malvado objetivo de devorar o Sol e a Lua e fazer com que a escuridão perpétua caísse de novo sobre o Universo...

Para fazer o dia e a noite encarregou-se ao belo Dag filho da deusa da noite Naglfari que levasse a carroça do dia, puxada por Skin (brioso cavalo branco que produzia com os seus cascos a brilhante luz do dia), enquanto Note, a filha do gigante Norvi, encarregava-se de conduzir a carroça preta da noite, puxada pelo seu negro cavalo Hrim (o que lançava à Terra o orvalho e a geada produzido pelo seu trotar).

Mais tarde, foram-se acrescentando ao cortejo celeste as seis horas e as duas grandes estações: o inverno e o verão. Já estava a Terra pronta para ser ocupada pelos primeiros seres criados pelos deuses...

Os dois primeiros seres...

Mas era necessário muito mais do que os elfos, bons e maus para dar sentido ao Universo, e os deuses pensaram que o acabado Midgard exigia a presença da mulher e do homem... Vendo perante si um Olmeiro (Embla) e um Salgueiro (Askr) juntos, a beira mar, Odin compreendeu imediatamente que dessas duas árvores teria que criar o homem e a mulher, a estirpe dos humanos

Deu-lhes Odin a alma; Hoenir, o movimento e os sentidos; Lodur, o sangue e a vida. O primeiro homem, Askr, e a primeira mulher Embla, estavam vivos e eram livres, tinham recebido o dom do pensamento e da linguagem, o poder de amar a capacidade da esperança e a força do trabalho, para governarem o seu mundo...

Deram origem a uma nova raça, sobre a qual eles, os deuses, estariam exercendo permanente a sua tutela. Mas Odin, deus da sabedoria e da vitória, era o protetor dos guerreiros aos quais proporcionava um especial afeto, cuidando deles da altura do seu trono, o Hlidskialf, enquanto vigiava o resto do Universo, no nível dos deuses, no dos humanos e no dos elfos.

Perto de lá estava Valhalla, a sala dos mortos escolhidos, o paraíso dos homens escolhidos entre os caídos em combate heróico. Era um palácio magnífico, ao qual se acedia por qualquer das quinhentas e quarenta portas, imensas portas (por cada uma podia passar uma formação de oitocentos homens em fundo), que davam para uma grande sala coberta de espadas tão brilhantes que iluminavam a estância, refletindo-se a sua luz no artesanato feito de escudos de ouro e nos peitilhos e malhas que decoravam os bancos, a sala de jantar e o lugar de reunião para os Einheriar trazidos entre os mortos pelas Valquírias montados nas suas cavalgaduras, após cavalgarem através do Bifrost...

O ocaso dos deuses...

E o dia da vingança do lobo Fenris (chamado também no velho nórdico de "Wolf-Joint") chegou por fim. O último dia, o da batalha entre as forças do bem e as do mal. Loki (o diabo), que tinha vivido entre os doze deuses, levava a maldade no seu seio, e quando foi expulso de Asgard, também a levou para os humanos, fazendo com que o mundo se convertesse no lugar de todos os crimes; em breve as divindades viram que tinha chegado o tempo do seu ocaso...

O Sol e a Lua deixaram de brilhar nos céus, ao serem alcançados e devorados pelos lobos engendrados por Fenris; a neve e o vento invadiram tudo durante três anos, e depois outros três anos de pesar caíram sobre o aterrado Universo. O dragão devorou a raiz do salgueiro Yggdrasil (Árvore do Mundo) e Heimdall deu toque de alarme...

Os deuses saltaram dos seus palácios e saíram nos seus cavalos para combaterem os gigantes do gelo e a sua banda de renegados e monstros horrendos. Ia dar-se início à luta final sobre a planície de Vigrid, segundo o que o destino tinha marcado desde o princípio dos tempos...

A batalha derradeira entre o exército do bem, formado pelos deuses do Aesir, os guerreiros escolhidos do Einheriar e os deuses do vento, os Vanas e as forças poderosas e heterogêneas do mal, em cujas sinistras filas estavam desde a deusa da morte, Hel, até Loki e o seu filho, o lobo Fenris, passando pelos sempre temidos gigantes do gelo e de todos os monstros aliados.

Um instante depois, entre o estrondo da tempestade e a fúria de todos os elementos desatados, todos os inimigos estavam combatendo a morte, numa luta sem quartel, na qual dificilmente podia haver um vencedor. Cada um dos combatentes selecionou o inimigo do seu tamanho, e assim Odin enfrentou o lobo Fenris; Thor lançou-se contra a serpente do Midgard; Heimdall escolheu o traidor deus Loki como seu rival; Tyr balançou-se contra o cão Garn; sem dar-se um segundo de descanso, todos os adversários lutaram desesperadamente enquanto puderam manter-se em pé...

Mas também todos eles, sem exceção, foram sucumbindo perante os seus mútuos inimigos... Estava claro que nenhum deles podia vencer naquela loucura coletiva; enquanto os deuses e os malvados se matavam, o céu e a terra ardiam com as centelhas que arrojou o furioso Surt e, muito em breve, todo o Universo se consumia irremissivelmente nesse fogo aterrador que também o purificava para o sempre...

O ruído da luta parou. Só restavam as cinzas. Mas voltou a brilhar outra luz no céu: a filha póstuma da deusa sol, agora mais tênue e benfeitora. Ao calor do Sol amanhecia outra vez; e da profundidade do bosque de Mimir, surgiram uma mulher e um homem, Lifthrasir e Lif (os dois únicos humanos sobreviventes do fogo), que tinham sido reservados da morte para repovoarem o novo mundo que tinha que suceder ao corrompido mundo primordial...

Os deuses da natureza, Vale e Vidar, também se debruçaram à paisagem que despertava a nova vida e, encontraram-se com aqueles que nasceram para suceder aos doze deuses: os irmãos Modi e Magni, os filhos do deus Thor e da gigante Iarnsaxa, que traziam consigo o martelo do pai e as suas virtudes.

Apareceu depois Hoenir, seguiram-no pouco mais tarde os irmãos gêmeos Baldur e Hodur, filhos de Odin e Frigga. Os sete deuses descobriram felizmente que, além no alto do céu, o Gimli, a morada celestial mais elevada, se tinha salvo da destruição total. Então e, a partir desse recuperado canto do paraíso original, começaria o seu novo reinado de amor e cuidado sobre a nova humanidade e sobre a também renovada Terra...

O MITO GERMÂNICO

ALFHEIM
Elfos da luz e Elfos da noite, Freyr.

ASGARD
O céu dos deuses nórdicos ou o mesmo que o Olimpo da mitologia grega, significa "residência dos chefes". Sua ligação com a Terra, a quem chamam de MIDGARD, se faz através do arco-íris BIFROST, o arco-íris mostrava a entrada de Asgard que era guardada por HEIMDALL, contra os gigantes e monstros.

BALDUR - BALDER
Filho de Odin e Frigga, Baldur era muito bonito e dizia-se que a sua aura resplandecia com uma luz sagrada, pois era a personificação do Sol. Deus do Sol, da juventude, da beleza, da bondade e da sabedoria. Vivia em Asgard. De acordo com os mitos, o deus era atormentado por pesadelos que lhe prediziam morte prematura.

Dele havia um rival que lhe invejava a juventude e a beleza, esse rival era Loki, o deus do fogo; este disfarça-se de velho e conquista a confiança de Frigga, descobrindo assim, que ela conseguiu fazer todos os seres do País do Meio jurarem que não fariam mal a seu filho, com exceção do humilde visco (uma planta, parasita). Loki faz um jogo de dardos com um broto de visco e persuade então o deus cego Holdur a arremessá-los contra o jovem deus. Baldur cai morto imediatamente.

Baldur ressuscita muito tempo depois no acontecimento cataclísmico da mitologia escandinava, conhecido como Ragnarok. Baldur era loiro (seus cabelos lembravam ouro) e tinha grandes olhos azuis. Dia: Domingo. Planeta: Sol. Mitologia: Apolo, Adónis, Jesus Cristo.

BILKIRNIR - BILSKIRNIR
O maior palácio de Asgard, com 540 salas onde morava Thor.

BOR - BUR
Filho de Buri, casou com Bestla (gigante filha de Botthorn) e com ela teve 3 filhos: Odin, Vili e Vé.

EGILL SKALLA - GRIMSSON
O mais famoso mago rúnico da era viking. Além de possuir dotes mágicos, foi um guerreiro de tremenda força física. Seus feitos lendários foram reunidos na Egils Saga.

EIRA
Tem a habilidade da medicina para todas as mulheres.

FREY - FREYR
Deus nórdico da fertilidade. Ele é representado por um gnomo sentado de pernas cruzadas com um capuz pontudo e um grande pênis ereto. A palavra Frey significa "Senhor". Deus fálico da paz, da felicidade, da colheita e da abundância. Não se faziam sacrifícios em sua honra.

Conhecido também como Vanir, adorado como divindade da fertilidade, da sabedoria, do amor e da paz pelos povos escandinavos anteriores à Idade do Ferro. Sua festa principal era celebrada na época da colheita (no final de agosto). Frey dá a humanidade paz, casamentos e prazer sensual.

FREYA
A palavra Freya significa "Senhora". Deusa da sensualidade e padroeira da adivinhação, era uma espécie de Afrodite (grega), ou Vênus (romana). Possuía um colar mágico que lhe dava poder de sedução, que obteve dos quatro gnomos, em troca de favores sexuais. Freya irmã gêmea de Freyr, filhos de Njord e Nerthus. Os irmãos representam o amor carnal.

O animal simbólico de Freya era o javali e o de Freyr era o cavalo. Diz a mitologia que Freya permitiu que Ottar, um de seus amantes, tomasse a forma de seu javali de ouro e conduziu-o até a terra dos mortos, para que o amado pudesse conhecer a sua ancestral, uma das sábias gigantas do outro mundo.

Freya também assume o seu lado negro, tomando a forma de uma égua, quando ela é invocada nos cultos da magia negra. Freya era irmã e esposa de Freyr, deusa da fertilidade, da sexualidade e do parto, é também a deusa dos mortos e do mundo dos espíritos.

FRIGGA - FRIGG
Rainha dos deuses e rainha de Asgard, a deusa-mãe era casada com Odin e à ele deu três filhos: Baldur (o bondoso e belo), Holdur (o cego) e Hermod (o ágil). Sempre sensata e prudente, além de exemplar divindade tutelar do casamento e a maternidade, também era a deusa da fertilidade, pois estava ligada ao casamento ritual realizado na primavera para encorajar o crescimento das lavouras.

Filha de Fiorgyn, irmã de Fulla (símbolo da fecundidade e aquela que guardava as jóias de Frigga) e irmã de Herda (também conhecida como Iord ou Jordi, a deusa Mãe-Terra), Frigga ou Frigg quer dizer: "A bem amada" ou "Esposa" representa o amor maternal e humanitário.

Outra história de Frigga, porém menos usada, seria que ela era filha de Odin e Jord e nesse caso irmã de Thor. Frigga tinha cabelos longos, sempre usava um torc (colar de ouro) e usava também pulseiras nos braços e pernas. Dia: Segunda-feira. Planeta: Lua. Mitologia: Hera (grega), Juno (romana).

GNA
A divina e veloz mensageira.

HLIN
A deusa que assegurava o consolo à dor dos mortais.

HOLDA
Deusas das bruxas, senhora da noite, da Lua e da feitiçaria, é representada sempre acompanhada de seu séquito de bruxas e pássaros noturnos.

LOFN
A padroeira do amor.

LOKI
Deus da mitologia germânica, "o demônio", filho obscuro de Odin, espirituoso e enganador, representa a sagacidade, a malícia construtiva e a astúcia, é completamente imprevisível. Deus do fogo e das trevas. Matou Baldur com uma flecha mágica feita de visco, uma planta que crescia agarrando-se ao carvalho. Seu filho, o lobo Fenris.

NIFLHEIM
País do Norte ou País dos Mortos, mundo das águas, trevas e frio (Hein significa lar, pátria, terra).

NJORD
O deus Vanir do mar, era casado com Nerthus, era pai de Freyr e Freya. Controlava as ondas e os ventos, patrono dos pescadores. Outra versão da história era que Njord casou-se com Skadi.

NORNAS - NORNS
Eram 3 deusas ligadas à adivinhação que teciam tela de algodão.

ODIN (representa o espírito)
Também conhecido por Woden, Wotan ou Watan. O soberano dos deuses germânicos, deus dos deuses, senhor da magia, da adivinhação e da linguagem escrita. Odin ressuscitava os mortos, adivinhava o futuro e mudava de aparência à vontade. Era conhecido também pelo nome de GRIN que significa: encoberto ou mascarado. Está associado a Hermes. Era casado com Frigga. O mestre das runas tinha a cabeça coberta por um capuz de pele branca, bolsa com amuletos que levava preso ao cinto e um manto com pedras na bainha.

Odim era, em primeiro lugar o deus da sabedoria, mas esta também não era uma virtude inata, como tudo na mitologia nórdica, pois o conhecimento custava esforço até aos deuses. Para conseguí-lo, Odin foi em humilde peregrinação até o poço de Mimir, para pedir-lhe a ciência que havia nas suas águas, mas o ciumento Mimir não cedeu o seu direito gratuitamente, senão que pediu em troca um olho do deus. Odin arrancou o olho sem duvidar e entregou-o a Mimir, que lançou-o para o fundo do poço. Uma vez bebida a água do poço, Odin soube imediatamente tudo o que se podia saber, até o fim que esperava o Universo e os deuses, após a luta final que teria que ter lugar no campo de Vigrid.

Saber tudo transformou a radiante deus num ser taciturno, dado que a carga da ciência, a responsabilidade do conhecimento, supunha também a maturidade, a consciência da temporalidade de todo o Universo, divino e humano. Mas esta tinha sido simplesmente a primeira etapa e o deus continuou o seu percurso, agora vestido de vagabundo procurando o sábio Vafthrudnir, para confirmar a validade do seu conhecimento, contrastando-o com o imenso caudal de sabedoria do gigante.

Seguindo conselho da sua prudente esposa Frigga, Odin apresentou-se perante o sábio como Gangrad, para dar início ao mútuo e mortal interrogatório, dado que o preço que tinha que pagar quem deixasse uma pergunta sem responder era o da própria vida. Primeiro foi o turno de perguntas do gigante, e Odin respondeu a todas e cada uma das questões apresentadas pelo sábio.

Depois correspondeu a Odin perguntar ao gigante todas as suas dúvidas, desde a origem do Universo até quais foram as palavras que o Pai supremo tinha dito ao seu filho Baldur junto da pira funerária. Com essa pergunta, o gigante compreendeu que se encontrava diante do próprio Odin, soube que tinha perdido o torneio e que o esperava a morte; mas não parece que assim aconteceu, pois nunca ninguém disse que Odin arrancou a cabeça do vencido gigante, dado que não queria conseguir a vitória sobre esse oponente, senão comprovar se a sua inteligência era suficiente.
Planeta: Mercúrio.

SIGMUND ou SIGURD (seu dia é comemorado em 23/04)
Herói escandinavo, foi o único que conseguiu retirar a espada de Odin, cravada numa árvore, e com ela obteve inúmeras vitórias em várias batalhas. Caçador de dragões é representado, na tradição cristã, por São Jorge.

SKULD
A virgem.

SNOTRA
A representação da virtude.

SYN
Guarda do palácio de Fensalir.

TERRA DE ERIK
Povoado localizado a noroeste de Brocelândia, é habitado por descendentes de vikings que mantém as mesmas tradições de séculos atrás.

THOR
Thor era conhecido também como Donnar, Donar ou Donner. Este deus era amplamente cultuado pelos vikings e tido como "Senhor do Trovão", "Senhor do Céu e das Chuvas Benéficas", "Senhor dos Trovões, Trovoadas, Relâmpagos, Raios e Tempestades"; venerado como "Príncipe dos Deuses"; pois, presidia e governava o céu, o trovão, o ar, o vento, as chuvas, as tempestades, o tempo bom, as colheitas, as frutas da Terra; também combatia a doença e a fome, e está associado aos feitos de resistência sobre-humana. Tinha por função proteger homens e deuses da influência negativa dos gigantes, sendo defensor de Asgard contra seus inimigos.

Thor é filho de Odin com Herda e, devido a isso, seu nome era muitas vezes associado à fecundidade e às questões agrícolas. Um homem enorme e belíssimo guerreiro de longos cabelos e barba ruiva, detentor de apetite voraz, sede incontrolável, voz estrondosa e penetrantes olhos que chispavam como fagulhas, empunhava um cetro assemelhando-se a Júpiter.

Usava um cinturão de ferro e o seu famoso martelo, que era sua principal arma, o martelo Miolnir ou Mjolnir, signo que faziam os crentes para pedir proteção divina, era um artefato mágico que sempre retornava às mãos do poderoso guerreiro como um bumerangue, servia para dar validade e sagrar um casamento e os demais atos judiciais.

Também para marcar com estacas as propriedades; usava-se a ferramenta sacramental para bendizer o lar; para rematar a pira funerária e sua inscrição em lápides funerárias assegurava o não retorno dos mortos.

Ele habitava o maior palácio de Asgard, o palácio Bilkirnir, que tinha 540 salas para alojar todas as pessoas humildes após a sua morte, assegurando-lhes a felicidade eterna, em igualdade para todos, para compensá-los de tudo o que na Terra tinham padecido.

Teve também uma vida doméstica importante, pois casou duas vezes, a primeira com a giganta Jarnsaxa, que lhe deu dois filhos, Magni (força) e Modi (coragem), os que foram herdeiros do martelo mágico e foram os seres destinados a povoar o novo mundo que se abriria após o fatal acaso dos deuses. E o segundo casamento, que foi, muito mais importante no mito do deus Thor, foi Sif, a bela dama dos cabelos tão louros como o ouro, que lhe deu duas filhas Lorride e Thurd.

Quando da Terra se ouvia o bramido da tempestade, os humanos sabiam que, por cima de suas cabeças, no céu, estava passando o carro de Thor, puxado pelas suas duas cabras, e estava indo lutar contra os gigantes gelados, o maior perigo para os nórdicos, sempre ameaçados pelo frio; este grande adversário e exterminador de gigantes, por quem nutria um ódio incontrolável, era também conhecido como "Senhor dos Bodes", título oriundo da crença de que as trovoadas seriam nada mais que um passeio do príncipe em seu carro.

Thor quebra as barreiras, para ele não existem obstáculos intransponíveis, vence as dificuldades, é tido como o mais forte e corajoso, amplia os horizontes, era muitas vezes invocado em cerimônias de casamento com a intenção de suprimir qualquer dificuldade que pudesse vir a interferir na harmonia familiar dos recém-casados, além de atribuir fecundidade às esposas, ele representa a força destruidora dos elementos utilizada para fins positivos.

Na Irlanda, um dos antigos nomes dados aos vikings era "O Povo de Thor", devido à sua coragem e força nos campos de batalha. Dia: Quinta-feira (Thursday). Cor: vermelho-fogo. Mineral: ágata-de-fogo. Mitologia: Zeus, Júpiter, Hércules ou Héracles.

TYR - TYW - TIWAZ
Deus original germânico da guerra e o patrono da justiça, o precursor de Odin. Na época dos vikings, Tyr preparou o caminho de Odin; no qual tornou-se o rei da guerra. Na mitologia antiga, Tyr tornou-se o principal dos deuses. Ele também era conhecido como Tiwaz, Tiw e Ziu. No velho inglês: Tiw.

Diz-se que o manco Tyr foi denominado posteriormente o filho de Odin e Frigga, ou talvez de Odin e de uma gigante, personificação do mar enfurecido; ou ainda possivelmente do gigante Hymir. Tyr foi, indiscutivelmente, a divindade da guerra e um dos doze grandes deuses do Asgard.

Ele é o mais corajoso dos deuses, que inspira coragem e heroísmo nas batalhas. Tyr é representado como um homem de uma mão só, porque sua mão direita foi arrancada pelo gigante lobo Fenris.

Seu atributo é uma espada, o símbolo da justiça, assim como da arma. A sua invencível espada, o próprio símbolo da sua divindade foi forjada pelos anões filhos de Ivald, também armeiros de Odin.

A sua espada também pertence a lenda e há uma muito especial que Guerber colheu nos finais do século passado, onde se contava que a espada venerada pelos Cheruski, uma vez roubada do templo em que era adorada, passou para as mãos de Vitelio, prefeito romano que encorajado pela sua posse, se auto nomeou imperador, mas não soube lutar com ela e morreu pelas mãos de um de seus legionários germanos que a empunhou para cortar-lhe o pescoço pela sua covardia.

Átila, depois, encontrou-a enterrada na margem do Danúbio e, com ela, quase se apropriou da Europa, para terminar por ser morto com o seu fio, pelas mãos da princesa Ildico, que vingava assim as mortes dos seus, produzidas pelo Huno.

Para terminar com a lenda, digamos que se acabava contando que, finalmente, tinha sido propriedade do vitorioso duque de Alba e que este, após a batalha de Muhlberg e por não querer seguir as superstições do paganismo, a fez chegarão arcanjo S. Miguel, para que ele, do seu posto no céu, a brandisse eternamente na defesa do cristianismo.

Voltando ao deus Tyr, digamos que também se adscreviam ao seu comando as Valquírias, e que era ele quem indicava às virgens guerreiras quais eram os guerreiros mortos que deviam ser escolhidos e levados para o Valhalla, para desfrutar de todos os seus gozos e esperar lá, ávida e felizmente, o grande momento, a hora da última e definitiva batalha em que tinha de acabar-se o primeiro Universo e dar lugar ao segundo.

O terrível lobo Fenris, foi um dos monstruosos filhos do deus Loki e a gigante Angur. Odin tentou domesticá-lo enquanto era um filhote e levou-o para o Asgard. Tyr foi o encarregado de alimentar a fera, dado que era o único que se atrevia a aproximar-se dela.

Assim o fez vendo como o animal crescia em tamanho e ferocidade e não melhorava de maneira nenhuma a sua conduta. Então os doze amarraram o lobo em correntes, para evitar que pudesse converter-se num perigo apara todos; mas as correntes não serviam de nada, pois Fenris partia-as com toda a facilidade; de maneira que os deuses pediram aos elfos que fizessem algo indestrutível.

Os elfos misturaram alguns ingredientes e teceram uma corda inquebrável Gleipnir que, quanto mais se puxava por ela, mais se apertava. Foram todos, deuses e lobos para a ilha de Lyngvi, para propor a Fenris que provasse a sua resistência, coisa nada fácil, dado que ele receava de uma liga tão sutil.

Como os doze insistiam, Fenris aceitou com a condição de que um deles pusesse o seu braço dentro das fauces, para pagar por todos se algo saísse mal. De maneira que Tyr foi de novo o escolhido e deixou o seu braço à prova dentro da boca de Fenris, enquanto se lhe atava o Gleipnir ao pescoço e as garras.

O lobo esticou e esticou a atadura, mas esta só se apertava cada vez mais; entretanto os deuses riam, bem nem todos, pois Tyr, perdeu a mão direita para sempre. O lobo uivava furioso e os deuses meteram-lhe uma espada na boca, para calá-lo; do sangue que brotou do seu paladar nasceu o rio Von e lá, ficou Fenris, a espera do dia final, até que chegasse o momento em que se partisse a sua ligadura e fosse o momento da sua vingança.

No dia de Ragnarok, Tyr iria matar Garm, o guardião do inferno, mas morreu pelo ataque do animal. Signo: Áries. Planeta: Marte. Mitologia: Ares.

ULL
Na antiga mitologia escandinava, Ull (glória) é o deus da justiça e do julgamento, assim como o deus patrono da agricultura. Ele é excelente com arcos e flechas, também com esquis, e vive em Ydalir. Ele é reconhecido como filho de Sif e Thor. Quando o gigante Skadi divorciou-se de Njord, ela casou-se com Ull. No antigo nórdico: Ullr.

URD
A mãe do destino.

UTGARD
Na mitologia nórdica é o lugar dos gigantes, situada em Jotunheim. Utgard-Loki fez seu castelo aqui.

VALHALLA - VALACHA
Reino mítico onde o grande Odin recebia os guerreiros mortos em batalha. Alí os valorosos heróis desfrutavam de cerveja e hidromel fornecido por HEIDRUNN, a cabra sagrada.

VALQUÍRIAS
As Valquírias são mulheres jovens e belas que vivem montadas em cavalos e armaduras com arco e fechas. Odin necessitava de bravos soldados para a batalha de Ragnarok, e as Valquírias foram aos campos de batalha para encontrar as mais bravas guerreiras e acharam seus heróis, desde Elnherjar até Valhalla, o território de Odin.

As Valquírias são também as mensageiras de Odin, enquanto cavalgam em suas jornadas, causam uma estranha luz chamada de "Aurora Boreal" ou "Luzes do Norte". Velho nome: Valkyrja.

Outra versão: Deusas guerreiras, filhas de Freya, vinham montadas em cavalos brancos buscar os espíritos dos guerreiros vikings mortos em campos de batalha, para levá-los ao Valhala (céu).

VANAHEIM
É a casa de Vanir. Localizada em Asgard, no mais alto nível do Universo.

VANIR
Na mitologia nórdica, Vanir é originalmente um grupo de deuses e deusas da natureza e fertilidade, os inimigos dos deuses guerreiros de Aesir. Eles eram considerados aqueles que traziam a saúde, juventude, fertilidade, sorte e vida, os mestres da magia. Vanir vive em Vanaheim.

Aesir e Vanir estiveram em guerra por um longo período quando decidiram fazer as pazes. Para garantir esta paz eles trocaram reféns: Vanir enviou seus mais renomados deuses, o saudável Njord e seus filhos Freya e Freyr. Em troca Aesir enviou Honir, um grande homem de fina aparência. Ele foi acompanhado por Mimir, o mais importante homem de Aesir e em retorno Vanir enviou seu homem mais importante Kvasir.

Porém Honir não era tão esperto quanto Aesir achava e Mimir foi alertado sobre isso. Vanir teve suspeitas das respostas que Honir deu quando Mimir não estava por perto.

Eles descobriram que haviam sido desonestos e, cortaram a cabeça de Mimir e devolveram-na para Aesir. Porém este fato não levou a nova guerra. E todos os deuses de Vanir foram integrados com Aesir. Nada foi descoberto a cerca de Vanir antes da assimilação. O nome "Vanir" deve ser derivado da velha palavra nórdica vinr, que significa "amigo".

VAR - VOR - VARA
Na mitologia nórdica, Var é a deusa dos contratos e dos casamentos, uma das principais deusas. Vor era a deusa que nunca poderia ser carregada, pois era enorme. Ela ouve os votos e os pactos feitos entre os homens e mulheres (esses pactos são chamados de varar). Ela se vinga daqueles que quebram esses votos. Vara garante o cumprimento dos juramentos e do castigo ao perjuro. Outra versão: Aquele que sabia tudo o que acontecia no Universo.

VÉ (representa o sagrado)
Vé é um dos velhos deuses escandinavos e junto com Odin e Vili, o filho do primordial par de gigantes Bor e Bestla. Os três irmãos criaram o céu e a terra do corpo de Ymir e construíram os vinte reinados. Eles também criaram Ask e Embla, o primeiro casal de humanos.

VERDANDI
A ninfa.

VIDAR
Na mitologia nórdica, Vidar é o filho de Odin e da gigante Gridr. Ele é o deus do silêncio e da revanche, o segundo deus mais forte dos deuses. Na destruição do mundo, Odin seria morto pelo lobo Fenris, e Vidar ajudaria seu pai matando o lobo com as suas mãos. Ele pressionaria com seus pés a boca do lobo e depois o partiria ao meio. Ele é um dos deuses que regeria o novo mundo quando da sua criação. Sua casa em Asgard é Vidi.

VILI (representa a vontade)
Na mitologia escandinava, um dos deuses primordiais, irmão de Odin e Ve. Os três eram responsáveis pela criação do cosmos, assim como dos primeiros humanos.

VJOFN
Tuteladora da paz e a concórdia.

WAYLAND - WELAND
Weyland era um herói anglo-saxão que desempenhou o importante papel de ferreiro dos deuses. Patrono dos artesãos e da sabedoria oculta nas entranhas da terra. O ferreiro pertencia a uma linhagem de gigantes, usava saiote escocês e era coxo de uma perna.

Filho do rei da Finlândia, era um dos três irmãos que se tornaram amantes das Donzelas dos Cisnes. Seu ofício era de forjar jóias e armas. Os ferreiros eram considerados mágicos naturais porque sabiam domar cavalos selvagens e trabalhar com o fogo e o ferro.

Nas dunas de Berkshire, perto da famosa figura da colina de White Horse em Wayland’s Smithy, Uffington?, há um cemitério pré-histórico. Diz o folclore que quem deixar um cavalo alí, à meia noite, durante a lua cheia e voltar ao amanhecer, vai verificar que Waland ajustou-lhe ferraduras novas...

Wayland é associado ao dragão ou serpente que nas mitologias saxônica e escandinava guarda os túmulos e os tesouros que eles contém.

WEALTHEOW
Rainha de Hrothgar, foi a líder ideal, pois era ao mesmo tempo versada nas artes mágicas, possuía o dom do aconselhamento e sabia organizar seus guerreiros em batalha. Sua vida heróica foi contada na Beowulf Saga.

YMIR - AURGELMIR
Também chamado Hrim, o gigante do gelo. Na mitologia nórdica, Ymir é um gigante primordial e o progenitor da raça dos gigantes do gelo. Ele foi criado através do gelo de Niflheim, quando o gelo entrou em contato com o ar quente de Muspell. Este gigante do gelo nasceu como de uma nuvem...

YGGDRASIL
Na mitologia nórdica, Yggdrasil (o terrível cavalo), também chamado da Árvore do Mundo é a árvore gigante que interligava todos os mundos. Abaixo da árvore nascem os paraísos de Asgard, Jotunheim e Niflheim. Três bens vivem em sua base: o bem da sabedoria Mímisbrunnr, guardado por Mimir; o bem do destino Urdarbrunnr, guardado pelas Nornas; e Hvergelmir (Roaring Kettle – o ranger das águas dos rios), recursos estes de vários rios.

Quatro veadinhos rodeiam os galhos da árvore e comem as folhas, eles representam os quatro ventos. Existem outros habitantes na árvore, tal como o esquilo, um crítico notório e Vidofnir (a cobra da árvore), o pássaro dourado que fica no topo da árvore. As raízes são guardadas por Nidhogg e outras serpentes. No dia de Ragnarok, o gigante do fogo Surt colocará a árvore em fogo. Outros nomes: Pergunta de Yggdrasil, Madeira de Hoddmimir’s, Laerad e Cavalo de Odin. No velho nórdico: Mimameidr.

O MITO GERMÂNICO

ALFHEIM
Elfos da luz e Elfos da noite, Freyr.

ASGARD
O céu dos deuses nórdicos ou o mesmo que o Olimpo da mitologia grega, significa "residência dos chefes". Sua ligação com a Terra, a quem chamam de MIDGARD, se faz através do arco-íris BIFROST, o arco-íris mostrava a entrada de Asgard que era guardada por HEIMDALL, contra os gigantes e monstros.

BALDUR - BALDER
Filho de Odin e Frigga, Baldur era muito bonito e dizia-se que a sua aura resplandecia com uma luz sagrada, pois era a personificação do Sol. Deus do Sol, da juventude, da beleza, da bondade e da sabedoria. Vivia em Asgard. De acordo com os mitos, o deus era atormentado por pesadelos que lhe prediziam morte prematura.

Dele havia um rival que lhe invejava a juventude e a beleza, esse rival era Loki, o deus do fogo; este disfarça-se de velho e conquista a confiança de Frigga, descobrindo assim, que ela conseguiu fazer todos os seres do País do Meio jurarem que não fariam mal a seu filho, com exceção do humilde visco (uma planta, parasita). Loki faz um jogo de dardos com um broto de visco e persuade então o deus cego Holdur a arremessá-los contra o jovem deus. Baldur cai morto imediatamente.

Baldur ressuscita muito tempo depois no acontecimento cataclísmico da mitologia escandinava, conhecido como Ragnarok. Baldur era loiro (seus cabelos lembravam ouro) e tinha grandes olhos azuis. Dia: Domingo. Planeta: Sol. Mitologia: Apolo, Adónis, Jesus Cristo.

BILKIRNIR - BILSKIRNIR
O maior palácio de Asgard, com 540 salas onde morava Thor.

BOR - BUR
Filho de Buri, casou com Bestla (gigante filha de Botthorn) e com ela teve 3 filhos: Odin, Vili e Vé.

EGILL SKALLA - GRIMSSON
O mais famoso mago rúnico da era viking. Além de possuir dotes mágicos, foi um guerreiro de tremenda força física. Seus feitos lendários foram reunidos na Egils Saga.

EIRA
Tem a habilidade da medicina para todas as mulheres.

FREY - FREYR
Deus nórdico da fertilidade. Ele é representado por um gnomo sentado de pernas cruzadas com um capuz pontudo e um grande pênis ereto. A palavra Frey significa "Senhor". Deus fálico da paz, da felicidade, da colheita e da abundância. Não se faziam sacrifícios em sua honra.

Conhecido também como Vanir, adorado como divindade da fertilidade, da sabedoria, do amor e da paz pelos povos escandinavos anteriores à Idade do Ferro. Sua festa principal era celebrada na época da colheita (no final de agosto). Frey dá a humanidade paz, casamentos e prazer sensual.

FREYA
A palavra Freya significa "Senhora". Deusa da sensualidade e padroeira da adivinhação, era uma espécie de Afrodite (grega), ou Vênus (romana). Possuía um colar mágico que lhe dava poder de sedução, que obteve dos quatro gnomos, em troca de favores sexuais. Freya irmã gêmea de Freyr, filhos de Njord e Nerthus. Os irmãos representam o amor carnal.

O animal simbólico de Freya era o javali e o de Freyr era o cavalo. Diz a mitologia que Freya permitiu que Ottar, um de seus amantes, tomasse a forma de seu javali de ouro e conduziu-o até a terra dos mortos, para que o amado pudesse conhecer a sua ancestral, uma das sábias gigantas do outro mundo.

Freya também assume o seu lado negro, tomando a forma de uma égua, quando ela é invocada nos cultos da magia negra. Freya era irmã e esposa de Freyr, deusa da fertilidade, da sexualidade e do parto, é também a deusa dos mortos e do mundo dos espíritos.

FRIGGA - FRIGG
Rainha dos deuses e rainha de Asgard, a deusa-mãe era casada com Odin e à ele deu três filhos: Baldur (o bondoso e belo), Holdur (o cego) e Hermod (o ágil). Sempre sensata e prudente, além de exemplar divindade tutelar do casamento e a maternidade, também era a deusa da fertilidade, pois estava ligada ao casamento ritual realizado na primavera para encorajar o crescimento das lavouras.

Filha de Fiorgyn, irmã de Fulla (símbolo da fecundidade e aquela que guardava as jóias de Frigga) e irmã de Herda (também conhecida como Iord ou Jordi, a deusa Mãe-Terra), Frigga ou Frigg quer dizer: "A bem amada" ou "Esposa" representa o amor maternal e humanitário.

Outra história de Frigga, porém menos usada, seria que ela era filha de Odin e Jord e nesse caso irmã de Thor. Frigga tinha cabelos longos, sempre usava um torc (colar de ouro) e usava também pulseiras nos braços e pernas. Dia: Segunda-feira. Planeta: Lua. Mitologia: Hera (grega), Juno (romana).

GNA
A divina e veloz mensageira.

HLIN
A deusa que assegurava o consolo à dor dos mortais.

HOLDA
Deusas das bruxas, senhora da noite, da Lua e da feitiçaria, é representada sempre acompanhada de seu séquito de bruxas e pássaros noturnos.

LOFN
A padroeira do amor.

LOKI
Deus da mitologia germânica, "o demônio", filho obscuro de Odin, espirituoso e enganador, representa a sagacidade, a malícia construtiva e a astúcia, é completamente imprevisível. Deus do fogo e das trevas. Matou Baldur com uma flecha mágica feita de visco, uma planta que crescia agarrando-se ao carvalho. Seu filho, o lobo Fenris.

NIFLHEIM
País do Norte ou País dos Mortos, mundo das águas, trevas e frio (Hein significa lar, pátria, terra).

NJORD
O deus Vanir do mar, era casado com Nerthus, era pai de Freyr e Freya. Controlava as ondas e os ventos, patrono dos pescadores. Outra versão da história era que Njord casou-se com Skadi.

NORNAS - NORNS
Eram 3 deusas ligadas à adivinhação que teciam tela de algodão.

ODIN (representa o espírito)
Também conhecido por Woden, Wotan ou Watan. O soberano dos deuses germânicos, deus dos deuses, senhor da magia, da adivinhação e da linguagem escrita. Odin ressuscitava os mortos, adivinhava o futuro e mudava de aparência à vontade. Era conhecido também pelo nome de GRIN que significa: encoberto ou mascarado. Está associado a Hermes. Era casado com Frigga. O mestre das runas tinha a cabeça coberta por um capuz de pele branca, bolsa com amuletos que levava preso ao cinto e um manto com pedras na bainha.

Odim era, em primeiro lugar o deus da sabedoria, mas esta também não era uma virtude inata, como tudo na mitologia nórdica, pois o conhecimento custava esforço até aos deuses. Para conseguí-lo, Odin foi em humilde peregrinação até o poço de Mimir, para pedir-lhe a ciência que havia nas suas águas, mas o ciumento Mimir não cedeu o seu direito gratuitamente, senão que pediu em troca um olho do deus. Odin arrancou o olho sem duvidar e entregou-o a Mimir, que lançou-o para o fundo do poço. Uma vez bebida a água do poço, Odin soube imediatamente tudo o que se podia saber, até o fim que esperava o Universo e os deuses, após a luta final que teria que ter lugar no campo de Vigrid.

Saber tudo transformou a radiante deus num ser taciturno, dado que a carga da ciência, a responsabilidade do conhecimento, supunha também a maturidade, a consciência da temporalidade de todo o Universo, divino e humano. Mas esta tinha sido simplesmente a primeira etapa e o deus continuou o seu percurso, agora vestido de vagabundo procurando o sábio Vafthrudnir, para confirmar a validade do seu conhecimento, contrastando-o com o imenso caudal de sabedoria do gigante.

Seguindo conselho da sua prudente esposa Frigga, Odin apresentou-se perante o sábio como Gangrad, para dar início ao mútuo e mortal interrogatório, dado que o preço que tinha que pagar quem deixasse uma pergunta sem responder era o da própria vida. Primeiro foi o turno de perguntas do gigante, e Odin respondeu a todas e cada uma das questões apresentadas pelo sábio.

Depois correspondeu a Odin perguntar ao gigante todas as suas dúvidas, desde a origem do Universo até quais foram as palavras que o Pai supremo tinha dito ao seu filho Baldur junto da pira funerária. Com essa pergunta, o gigante compreendeu que se encontrava diante do próprio Odin, soube que tinha perdido o torneio e que o esperava a morte; mas não parece que assim aconteceu, pois nunca ninguém disse que Odin arrancou a cabeça do vencido gigante, dado que não queria conseguir a vitória sobre esse oponente, senão comprovar se a sua inteligência era suficiente.
Planeta: Mercúrio.

SIGMUND ou SIGURD (seu dia é comemorado em 23/04)
Herói escandinavo, foi o único que conseguiu retirar a espada de Odin, cravada numa árvore, e com ela obteve inúmeras vitórias em várias batalhas. Caçador de dragões é representado, na tradição cristã, por São Jorge.

SKULD
A virgem.

SNOTRA
A representação da virtude.

SYN
Guarda do palácio de Fensalir.

TERRA DE ERIK
Povoado localizado a noroeste de Brocelândia, é habitado por descendentes de vikings que mantém as mesmas tradições de séculos atrás.

THOR
Thor era conhecido também como Donnar, Donar ou Donner. Este deus era amplamente cultuado pelos vikings e tido como "Senhor do Trovão", "Senhor do Céu e das Chuvas Benéficas", "Senhor dos Trovões, Trovoadas, Relâmpagos, Raios e Tempestades"; venerado como "Príncipe dos Deuses"; pois, presidia e governava o céu, o trovão, o ar, o vento, as chuvas, as tempestades, o tempo bom, as colheitas, as frutas da Terra; também combatia a doença e a fome, e está associado aos feitos de resistência sobre-humana. Tinha por função proteger homens e deuses da influência negativa dos gigantes, sendo defensor de Asgard contra seus inimigos.

Thor é filho de Odin com Herda e, devido a isso, seu nome era muitas vezes associado à fecundidade e às questões agrícolas. Um homem enorme e belíssimo guerreiro de longos cabelos e barba ruiva, detentor de apetite voraz, sede incontrolável, voz estrondosa e penetrantes olhos que chispavam como fagulhas, empunhava um cetro assemelhando-se a Júpiter.

Usava um cinturão de ferro e o seu famoso martelo, que era sua principal arma, o martelo Miolnir ou Mjolnir, signo que faziam os crentes para pedir proteção divina, era um artefato mágico que sempre retornava às mãos do poderoso guerreiro como um bumerangue, servia para dar validade e sagrar um casamento e os demais atos judiciais.

Também para marcar com estacas as propriedades; usava-se a ferramenta sacramental para bendizer o lar; para rematar a pira funerária e sua inscrição em lápides funerárias assegurava o não retorno dos mortos.

Ele habitava o maior palácio de Asgard, o palácio Bilkirnir, que tinha 540 salas para alojar todas as pessoas humildes após a sua morte, assegurando-lhes a felicidade eterna, em igualdade para todos, para compensá-los de tudo o que na Terra tinham padecido.

Teve também uma vida doméstica importante, pois casou duas vezes, a primeira com a giganta Jarnsaxa, que lhe deu dois filhos, Magni (força) e Modi (coragem), os que foram herdeiros do martelo mágico e foram os seres destinados a povoar o novo mundo que se abriria após o fatal acaso dos deuses. E o segundo casamento, que foi, muito mais importante no mito do deus Thor, foi Sif, a bela dama dos cabelos tão louros como o ouro, que lhe deu duas filhas Lorride e Thurd.

Quando da Terra se ouvia o bramido da tempestade, os humanos sabiam que, por cima de suas cabeças, no céu, estava passando o carro de Thor, puxado pelas suas duas cabras, e estava indo lutar contra os gigantes gelados, o maior perigo para os nórdicos, sempre ameaçados pelo frio; este grande adversário e exterminador de gigantes, por quem nutria um ódio incontrolável, era também conhecido como "Senhor dos Bodes", título oriundo da crença de que as trovoadas seriam nada mais que um passeio do príncipe em seu carro.

Thor quebra as barreiras, para ele não existem obstáculos intransponíveis, vence as dificuldades, é tido como o mais forte e corajoso, amplia os horizontes, era muitas vezes invocado em cerimônias de casamento com a intenção de suprimir qualquer dificuldade que pudesse vir a interferir na harmonia familiar dos recém-casados, além de atribuir fecundidade às esposas, ele representa a força destruidora dos elementos utilizada para fins positivos.

Na Irlanda, um dos antigos nomes dados aos vikings era "O Povo de Thor", devido à sua coragem e força nos campos de batalha. Dia: Quinta-feira (Thursday). Cor: vermelho-fogo. Mineral: ágata-de-fogo. Mitologia: Zeus, Júpiter, Hércules ou Héracles.

TYR - TYW - TIWAZ
Deus original germânico da guerra e o patrono da justiça, o precursor de Odin. Na época dos vikings, Tyr preparou o caminho de Odin; no qual tornou-se o rei da guerra. Na mitologia antiga, Tyr tornou-se o principal dos deuses. Ele também era conhecido como Tiwaz, Tiw e Ziu. No velho inglês: Tiw.

Diz-se que o manco Tyr foi denominado posteriormente o filho de Odin e Frigga, ou talvez de Odin e de uma gigante, personificação do mar enfurecido; ou ainda possivelmente do gigante Hymir. Tyr foi, indiscutivelmente, a divindade da guerra e um dos doze grandes deuses do Asgard.

Ele é o mais corajoso dos deuses, que inspira coragem e heroísmo nas batalhas. Tyr é representado como um homem de uma mão só, porque sua mão direita foi arrancada pelo gigante lobo Fenris.

Seu atributo é uma espada, o símbolo da justiça, assim como da arma. A sua invencível espada, o próprio símbolo da sua divindade foi forjada pelos anões filhos de Ivald, também armeiros de Odin.

A sua espada também pertence a lenda e há uma muito especial que Guerber colheu nos finais do século passado, onde se contava que a espada venerada pelos Cheruski, uma vez roubada do templo em que era adorada, passou para as mãos de Vitelio, prefeito romano que encorajado pela sua posse, se auto nomeou imperador, mas não soube lutar com ela e morreu pelas mãos de um de seus legionários germanos que a empunhou para cortar-lhe o pescoço pela sua covardia.

Átila, depois, encontrou-a enterrada na margem do Danúbio e, com ela, quase se apropriou da Europa, para terminar por ser morto com o seu fio, pelas mãos da princesa Ildico, que vingava assim as mortes dos seus, produzidas pelo Huno.

Para terminar com a lenda, digamos que se acabava contando que, finalmente, tinha sido propriedade do vitorioso duque de Alba e que este, após a batalha de Muhlberg e por não querer seguir as superstições do paganismo, a fez chegarão arcanjo S. Miguel, para que ele, do seu posto no céu, a brandisse eternamente na defesa do cristianismo.

Voltando ao deus Tyr, digamos que também se adscreviam ao seu comando as Valquírias, e que era ele quem indicava às virgens guerreiras quais eram os guerreiros mortos que deviam ser escolhidos e levados para o Valhalla, para desfrutar de todos os seus gozos e esperar lá, ávida e felizmente, o grande momento, a hora da última e definitiva batalha em que tinha de acabar-se o primeiro Universo e dar lugar ao segundo.

O terrível lobo Fenris, foi um dos monstruosos filhos do deus Loki e a gigante Angur. Odin tentou domesticá-lo enquanto era um filhote e levou-o para o Asgard. Tyr foi o encarregado de alimentar a fera, dado que era o único que se atrevia a aproximar-se dela.

Assim o fez vendo como o animal crescia em tamanho e ferocidade e não melhorava de maneira nenhuma a sua conduta. Então os doze amarraram o lobo em correntes, para evitar que pudesse converter-se num perigo apara todos; mas as correntes não serviam de nada, pois Fenris partia-as com toda a facilidade; de maneira que os deuses pediram aos elfos que fizessem algo indestrutível.

Os elfos misturaram alguns ingredientes e teceram uma corda inquebrável Gleipnir que, quanto mais se puxava por ela, mais se apertava. Foram todos, deuses e lobos para a ilha de Lyngvi, para propor a Fenris que provasse a sua resistência, coisa nada fácil, dado que ele receava de uma liga tão sutil.

Como os doze insistiam, Fenris aceitou com a condição de que um deles pusesse o seu braço dentro das fauces, para pagar por todos se algo saísse mal. De maneira que Tyr foi de novo o escolhido e deixou o seu braço à prova dentro da boca de Fenris, enquanto se lhe atava o Gleipnir ao pescoço e as garras.

O lobo esticou e esticou a atadura, mas esta só se apertava cada vez mais; entretanto os deuses riam, bem nem todos, pois Tyr, perdeu a mão direita para sempre. O lobo uivava furioso e os deuses meteram-lhe uma espada na boca, para calá-lo; do sangue que brotou do seu paladar nasceu o rio Von e lá, ficou Fenris, a espera do dia final, até que chegasse o momento em que se partisse a sua ligadura e fosse o momento da sua vingança.

No dia de Ragnarok, Tyr iria matar Garm, o guardião do inferno, mas morreu pelo ataque do animal. Signo: Áries. Planeta: Marte. Mitologia: Ares.

ULL
Na antiga mitologia escandinava, Ull (glória) é o deus da justiça e do julgamento, assim como o deus patrono da agricultura. Ele é excelente com arcos e flechas, também com esquis, e vive em Ydalir. Ele é reconhecido como filho de Sif e Thor. Quando o gigante Skadi divorciou-se de Njord, ela casou-se com Ull. No antigo nórdico: Ullr.

URD
A mãe do destino.

UTGARD
Na mitologia nórdica é o lugar dos gigantes, situada em Jotunheim. Utgard-Loki fez seu castelo aqui.

VALHALLA - VALACHA
Reino mítico onde o grande Odin recebia os guerreiros mortos em batalha. Alí os valorosos heróis desfrutavam de cerveja e hidromel fornecido por HEIDRUNN, a cabra sagrada.

VALQUÍRIAS
As Valquírias são mulheres jovens e belas que vivem montadas em cavalos e armaduras com arco e fechas. Odin necessitava de bravos soldados para a batalha de Ragnarok, e as Valquírias foram aos campos de batalha para encontrar as mais bravas guerreiras e acharam seus heróis, desde Elnherjar até Valhalla, o território de Odin.

As Valquírias são também as mensageiras de Odin, enquanto cavalgam em suas jornadas, causam uma estranha luz chamada de "Aurora Boreal" ou "Luzes do Norte". Velho nome: Valkyrja.

Outra versão: Deusas guerreiras, filhas de Freya, vinham montadas em cavalos brancos buscar os espíritos dos guerreiros vikings mortos em campos de batalha, para levá-los ao Valhala (céu).

VANAHEIM
É a casa de Vanir. Localizada em Asgard, no mais alto nível do Universo.

VANIR
Na mitologia nórdica, Vanir é originalmente um grupo de deuses e deusas da natureza e fertilidade, os inimigos dos deuses guerreiros de Aesir. Eles eram considerados aqueles que traziam a saúde, juventude, fertilidade, sorte e vida, os mestres da magia. Vanir vive em Vanaheim.

Aesir e Vanir estiveram em guerra por um longo período quando decidiram fazer as pazes. Para garantir esta paz eles trocaram reféns: Vanir enviou seus mais renomados deuses, o saudável Njord e seus filhos Freya e Freyr. Em troca Aesir enviou Honir, um grande homem de fina aparência. Ele foi acompanhado por Mimir, o mais importante homem de Aesir e em retorno Vanir enviou seu homem mais importante Kvasir.

Porém Honir não era tão esperto quanto Aesir achava e Mimir foi alertado sobre isso. Vanir teve suspeitas das respostas que Honir deu quando Mimir não estava por perto.

Eles descobriram que haviam sido desonestos e, cortaram a cabeça de Mimir e devolveram-na para Aesir. Porém este fato não levou a nova guerra. E todos os deuses de Vanir foram integrados com Aesir. Nada foi descoberto a cerca de Vanir antes da assimilação. O nome "Vanir" deve ser derivado da velha palavra nórdica vinr, que significa "amigo".

VAR - VOR - VARA
Na mitologia nórdica, Var é a deusa dos contratos e dos casamentos, uma das principais deusas. Vor era a deusa que nunca poderia ser carregada, pois era enorme. Ela ouve os votos e os pactos feitos entre os homens e mulheres (esses pactos são chamados de varar). Ela se vinga daqueles que quebram esses votos. Vara garante o cumprimento dos juramentos e do castigo ao perjuro. Outra versão: Aquele que sabia tudo o que acontecia no Universo.

VÉ (representa o sagrado)
Vé é um dos velhos deuses escandinavos e junto com Odin e Vili, o filho do primordial par de gigantes Bor e Bestla. Os três irmãos criaram o céu e a terra do corpo de Ymir e construíram os vinte reinados. Eles também criaram Ask e Embla, o primeiro casal de humanos.

VERDANDI
A ninfa.

VIDAR
Na mitologia nórdica, Vidar é o filho de Odin e da gigante Gridr. Ele é o deus do silêncio e da revanche, o segundo deus mais forte dos deuses. Na destruição do mundo, Odin seria morto pelo lobo Fenris, e Vidar ajudaria seu pai matando o lobo com as suas mãos. Ele pressionaria com seus pés a boca do lobo e depois o partiria ao meio. Ele é um dos deuses que regeria o novo mundo quando da sua criação. Sua casa em Asgard é Vidi.

VILI (representa a vontade)
Na mitologia escandinava, um dos deuses primordiais, irmão de Odin e Ve. Os três eram responsáveis pela criação do cosmos, assim como dos primeiros humanos.

VJOFN
Tuteladora da paz e a concórdia.

WAYLAND - WELAND
Weyland era um herói anglo-saxão que desempenhou o importante papel de ferreiro dos deuses. Patrono dos artesãos e da sabedoria oculta nas entranhas da terra. O ferreiro pertencia a uma linhagem de gigantes, usava saiote escocês e era coxo de uma perna.

Filho do rei da Finlândia, era um dos três irmãos que se tornaram amantes das Donzelas dos Cisnes. Seu ofício era de forjar jóias e armas. Os ferreiros eram considerados mágicos naturais porque sabiam domar cavalos selvagens e trabalhar com o fogo e o ferro.

Nas dunas de Berkshire, perto da famosa figura da colina de White Horse em Wayland’s Smithy, Uffington?, há um cemitério pré-histórico. Diz o folclore que quem deixar um cavalo alí, à meia noite, durante a lua cheia e voltar ao amanhecer, vai verificar que Waland ajustou-lhe ferraduras novas...

Wayland é associado ao dragão ou serpente que nas mitologias saxônica e escandinava guarda os túmulos e os tesouros que eles contém.

WEALTHEOW
Rainha de Hrothgar, foi a líder ideal, pois era ao mesmo tempo versada nas artes mágicas, possuía o dom do aconselhamento e sabia organizar seus guerreiros em batalha. Sua vida heróica foi contada na Beowulf Saga.

YMIR - AURGELMIR
Também chamado Hrim, o gigante do gelo. Na mitologia nórdica, Ymir é um gigante primordial e o progenitor da raça dos gigantes do gelo. Ele foi criado através do gelo de Niflheim, quando o gelo entrou em contato com o ar quente de Muspell. Este gigante do gelo nasceu como de uma nuvem...

YGGDRASIL
Na mitologia nórdica, Yggdrasil (o terrível cavalo), também chamado da Árvore do Mundo é a árvore gigante que interligava todos os mundos. Abaixo da árvore nascem os paraísos de Asgard, Jotunheim e Niflheim. Três bens vivem em sua base: o bem da sabedoria Mímisbrunnr, guardado por Mimir; o bem do destino Urdarbrunnr, guardado pelas Nornas; e Hvergelmir (Roaring Kettle – o ranger das águas dos rios), recursos estes de vários rios.

Quatro veadinhos rodeiam os galhos da árvore e comem as folhas, eles representam os quatro ventos. Existem outros habitantes na árvore, tal como o esquilo, um crítico notório e Vidofnir (a cobra da árvore), o pássaro dourado que fica no topo da árvore. As raízes são guardadas por Nidhogg e outras serpentes. No dia de Ragnarok, o gigante do fogo Surt colocará a árvore em fogo. Outros nomes: Pergunta de Yggdrasil, Madeira de Hoddmimir’s, Laerad e Cavalo de Odin. No velho nórdico: Mimameidr.



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Zelador do Templo

Postagens: 148
Registro: 17/10/2005
Local: Belém - PA - Brasil
Idade: 24 anosSexo Masculino
 Postado em 16/08/2006 11:52:00 AM

Mitos Germânicos
Quando ainda não existia nem a terra nem o mar nem o ar, quando só existia a escuridão, já estava lá o Pai. Ao começar a criação, mesmo no centro do espaço abria-se Ginnunga, o terrível abismo sem fundo e sem luz; ao norte estava a terra de Niflheim (heim é lar, pátria, terra), um mundo de água e escuridão que se abria ao redor da eterna fonte de Hvergelmir, fonte onde nasciam os doze rios do Elivagar, as doze correntes que corriam até à borda do seu mundo, antes de encontrar-se com o muro de frio que gelava as suas águas, fazendo-o também cair no abismo central com um estrondo ensurdecedor.

Ao sul deste caos estava a doce terra de Muspells, o cálido lar do fogo elementar, cuja custódia estava encomendada ao gigante Surt. Este gigante era quem lançava nuvens de centelhas ao brandir a sua espada chamejante, enchendo do seu fogo o céu, mas este fogo quase não conseguia fundir os gelos do abismo e o frio venceria de novo, fazendo com que se elevasse uma coluna de vapor que também não podia fugir do abismo, dado que, ao encontrar-se com o mundo do gelo, se condensavam as grandes colunas de umidade, enchendo de nuvens o espaço central.



Deste lugar surgiu o gigante Ymir, a personificação do oceano gelado, e nasceu com fome voraz, que só pôde saciar com outra criatura nascida ao mesmo tempo que ele, a vaca gigante Audumla, de cujas tetas brotavam quatro jatos de leite. Audumla, procurando avidamente o seu alimento, lambeu um bloco de gelo e, fundindo-o com a sua língua, fez aparecer o bom deus Buri, enterrado muito tempo antes nos gelos perpétuos. Mas enquanto Ymir adormecido placidamente, pariu sem reparar, com o suor da sua axila, Thrudgelmir, o gigante das seis cabeças, e este fez depois nascer o seu companheiro Bergelmir, e dos dois saiu a estirpe de todos os gigantes malvados do gelo.

A GUERRA DO BEM E DO MAL
E os gigantes do mar viram o deus Buri, que acabava de engendrar o seu filho e aliado Bor. Compreenderam então que era o único momento no qual seria possível tentar vencer o bem. Os gigantes começaram imediatamente a guerra. Mas as forças estavam demasiado igualadas e o combate já durava eras, quando Bor desposou a Besta, a gigante filha do gigante Bolthorn, e dessa união tiveram três filhos, três aliados imediatos para a sua causa: Odin, Vili e Ve (representando o espírito, a vontade e o sagrado, respectivamente).

Com esta formidável ajuda, o novo exército do bem fez retroceder os malvados espíritos do gelo, até matar o gigante Ymir (também chamado Hrim,o gigante de gelo,e Orgelmir),de cujas tremendas feridas brotavam tais jatos de sangue que afogaram todos os da sua raça, salvo Bergelmir e a sua esposa, que puderam pôr-se a salvo a tempo, fugindo numa barca para o limite do mundo. Conseguido o êxito, Odin, Vili e Ve levaram o cadáver de Ymir para o abismo, para, com os seus imensos restos mortais, poderem começar a trabalhar na construção de um mundo habitável.Com a sua pele construíram a região de Midgard, ou jardim central; com os ossos se fizeram as montanhas; com o seu pêlo, a vegetação; com os seus dentes, os desfiladeiros, sobre os quais colocaram as sobrancelhas do gigante, para fortificar a fronteira com o mar, que o rodeava com outro círculo ao seu redor, construído com o sangue e o suor de Ymir. Mas, a muita distância deles, Bergelmir e a sua mulher alcançaram uma inóspita terra que afetava pouco essas criaturas do frio, estabelecendo-se num lugar ao qual chamaram Jotun, a casa dos gigantes, onde começaram a dar vida a outra raça de gigantes do gelo para continuar a renovada luta das forças opostas.

E NASCEU A TERRA
Já só faltava fechar este novo mundo, e se julgou conveniente fazê-lo, colocando sobre Midgard a abóbada craniana do derrotado gigante, e assim se fez, encarregando aos anões Nordri, Sudri, Austri e Westri a sua fixação em cada um dos quatro pontos cardeais que levavam os seus nomes. Com o crânio posto no seu lugar fez-se nascer o céu, mas ao colocá-lo os miolos espalharam-se pelo ar e com os seus restos criaram-se as nuvens. Só faltava a iluminação desse espaço e os deuses acudiram a Muspells, fazendo com o fogo da espada de Surt, fabricando com as suas centelhas as luzes do firmamento.

Com as duas maiores, os deuses realizaram o Sol e a Lua, colocando-as sobre duas carruajens que girariam sem parar sobre Midgard, relevando-se incessantemente no céu, carroças guiadas pelos dois filhos do gigante Mundilfari, a sua filha Sol e o seu filho Mani. Ambas as carruajens, para manter viva a luta constante entre o bem e o mal, seriam eterna e inutilmente perseguidas pelos dois lobos Skoll e Hatri, encarnações vivas da repulsa e do ódio, que tratavam de alcançá-los, sem o conseguirem salvo em alguma rara ocasião, quando da Terra se podia ver um eclipse de Sol, ou um de Lua, para conseguir o seu malvado objetivo de devorar o Sol e a Lua e fazer com que a escuridão perpétua caísse de novo sobre o Universo. Para fazer o dia e a noite, encarregou-se ao belo Dag, filho da deusa da noite, Naglfari, que levasse a carroça do dia, puxada por Skin, o brioso cavalo branco que produzia com os seus cascos a brilhante luz do dia, enquanto Note, a filha do gigante Norvi, se encarregava de conduzir a carroça preta da noite, puxada pelo seu negro cavalo Hrim, o que lançava à terra o orvalho e a geada produzido no seu trotar. Mais tarde, foram-se acrescentando ao cortejo celeste as seis horas e as duas grandes estações, o Inverno e o Verão. Já estava a Terra pronta para ser ocupada pelos primeiros seres criados pelos deuses.

OS PRIMEIROS HABITANTES DA TERRA
Os deuses, enquanto terminavam a sua tarefa criadora, viram admirados como da seca pele de Ymir, agora superfície do novo planeta em construção,começavam a sair manadas de lagartas. Fixaram a sua atenção nas pequenas criaturas, atônitos perante a inesperada presença, decidindo que seria bom aproveitar tão oportuna presença para construir com eles a população que devia encher tão vastos territórios, até essa altura só povoados por um punhado de deuses e gigantes. Também decidiram dotá-los de uma inteligência extraordinária, muito superior à que hoje em dia temos os outros mortais. Então voltaram a admirar-se os deuses, porque viram que nem todas as larvas às quais se dava a graça da inteligência produziam os mesmos resultados: umas davam lugar a pessoas pouco bondosas e sem boas intenções, de maneira que os deuses decidiram obrigá-los a morar nas entranhas da terra durante as horas do dia, mas sem perder o tempo, dado que (no seu encerro) deviam dedicar-se a explorar o terreno onde viviam, arrancando-o e armazenando os seus minerais.

Se desobedecessem o mandato divino e saís- sem à luz do sol, os deuses podiam convertê-los em estátuas de pedra. Enquanto as outras criaturas,loiras e boas, podiam povoar a superfície terrestre.Os castigados foram os svartalfa (elfos negros), os anões, os trona, os gnomos ou kobolds. Os escolhidos foram as fadas e os elfos, os chamados alf (elfos), e ficaram para eles todos os territórios aéreos situados a meio caminho entre o chão e o céu, embora os elfos pudessem descer quando quisessem à terra para cuidar das suas plantas, desfrutar com os animais ou brincar sobre a fresca erva dos seus campos.

OS DEUSES VÃO PARA CASA
Terminada a tarefa do povoamento da Terra, com os elfos e os elfos negros situados onde a sua conduta os colocou, as trinta e seis divindades (doze Aesir e vinte e quatro Asijur) compreenderam que tinha chegado a hora de retirar-se para uma zona exclusiva para eles, o paraíso dos deuses. Guiados pelo deus supremo Odin, os deuses construtores saíram para as planícies de Idawold, do outro lado da grande corrente de Ifing e muito elevado sobre as alturas do céu. No centro desse mundo celestial estava a morada reservada a esses doze deuses e a essas vinte e quatro deusas, o Asgard. Uma vez chegados à sua nova casa, a primeira coisa que fez Odin (também chamado Wotam pelos germânicos) foi convocar todos os seus pares ao conselho fundacional de Asgard; nele em breve se acordou que, dentro desse reino de paz, desse recinto sagrado, nunca o sangue seria vertido, dado que a harmonia devia ser a única regra, a lei suprema que tinha que presidir para sempre as suas relações.

Tomado o acordo solene, os nórdicos e pragmáticos deuses passaram a uma ação mais positiva, construindo com as suas mãos a forja para temperar o metal que requeriam as suas ferramentas, as quais eram necessárias para edificar os seus palácios, esplêndidas sedes divinas, construídas com os metais mais apreciados, inaugurando com o seu trabalho exemplar e com a sua magnífica obra essa

Era que veio a chamar-se Idade de ouro.Mas os deuses não se separaram do resto da sua obra, dado que todo o Universo, visível e invisível, estava unido pelas três raízes da imensa árvore, o salgueiro chamado Yggdrasil, que estavam nas fontes de Nifl, de Miggard e de Asgard, enquanto a sua copa dava sombra ao palácio de Odin e os seus ramos a todos os mundos. Mas a árvore, como o bem, tinha inimigos: o dragão Hvergelmir e uma multidão de lagartas, tentando roer as suas raízes e acabar com os deuses que o salgueiro representava. Mas também estavam os seres do bem, as fadas, encarregadas de cuidar dela e regá-la com as águas da fonte de Urdar, a de Asgard, e o deus Heimdall a vigiava dia e noite, para evitar que os inimigos do céu cruzassem por ela para tentar chegar ao Asgard. Uma ponte singular unia o Yggdrasil com a morada dos deuses e com a das criaturas por eles criadas; era o Bifröst, o arco-íris, a passagem dos deuses; bom, de quase todos, dado que o tremendo deus Thor temia utilizá-la com medo de que o estrondo causado pelos seus trovões, ou o tremendo calor dos seus raios, partissem a ponte sagrada de luz.

OS DOIS PRIMEIROS SERES
Mas era necessário muito mais do que os elfos, bons e maus, para dar sentido ao Universo,e os deuses pensaram que o acabado Midgard exigia a presença da mulher e do homem, Vendo perante si um olmeiro (Embla) e um salgueiro (Ask) juntos, à beira-mar, Odin compreendeu imediatamente que dessas duas árvores teria que criar o homem e a mulher, a estirpe dos humanos. Deu-lhes Odin a alma; Hoenir, o movimento e os sentidos; Lodur, o sangue e a vida.

O primeiro homem, Ask, e a primeira mulher, Embla, estavam vivos e eram livres, tinham recebido o dom do pensamento e da linguagem, o poder de amar, a capacidade da esperança e a força do trabalho, para governarem o seu mundo, e deram origem a uma raça nova, sobre a qual eles, os deuses, estariam exercendo permanente a sua tutela. Mas Odin, deus da sabedoria e da vitória, era o protetor dos guerreiros, aos quais proporcionava um especial afeto, cuidando deles da altura do seu trono, o Hlidskialf, enquanto vigiava o resto do Universo, no nível dos deuses, no dos humanos e no dos elfos. Perto de lá estava o seu outro palácio, Valacha, ou sala dos mortos escolhidos, o paraíso dos homens escolhidos entre os caídos em combate heróico.

Era um palácio magnífico, ao qual se acedia por qualquer das quinhentas e quarenta portas, imensas portas (por cada uma podia passar uma formação de oitocentos homens em fundo), que davam para uma grande sala coberta de espadas tão brilhantes que iluminavam a estância,refletindo-se a sua luz no artesanato feito de escudos de ouro e nos peitilhos e malhas que decoravam os bancos, a sala de jantar e o lugar de reunião para os Einheriar trazidos entre os mortos pelas Valquírias, montados nas suas cavalgaduras, após cavalgarem através do Bifröst.

GUERRA E CASTIDADE
Mas nem todos os corajosos guerreiros mortos em glorioso combate tinham a sorte de chegar ao paraíso; só a metade deles podiam ser escolhidos pelas Valquírias e isso tornava a glória mais valiosa. No Valacha, uma vez que tinham sido escolhidos pelas donzelas Valquírias, esperavam-os Hermod e Bragi, os filhos de Odin, para dar-lhes as boas-vindas e levá-los à presença do seu pai. Mas também havia outro paraíso, Fensalir, o palácio de Frigga, a rainha dos deuses e esposa de Odin. A ele eram convidados todos os casais virtuosos, para que pudessem continuar eternamente juntos e felizes, sem as limitações impostas aos guerreiros.

Com isso se punha de relevo que a guerra era virtude mais alta do que a paz, embora também não se considerasse simples a vida em família, a vida doméstica e quotidiana.Mas o Valacha,além de ser restrito,tinha umas características muito peculiares, dado que (ao contrário de todos os outros paraísos prometidos pelas religiões do hemisfério oriental) o seu atrativo, o seu prazer prometido (além de estar na presença de Odin) era estar na companhia dos correligionários, comendo e lutando, alternativa e incessantemente. Nunca se falou de prazer sensual que não fosse banquete ou lutas com feridas que curavam automaticamente, ao chegar de novo a hora de comer. Estavam as nove robustas e sãs Valquírias, as virginais amazonas da guerra, despojadas das suas armaduras e vestidas de branco, para cumprir com o seu único dever: atender os comensais,levando-lhes travessas cheias de bifes de javali e jarras de mel, para que renovassem forças e se pusessem a combater a fundo, sem rancor, até os chamarem para o jantar.

A SABEDORIA DE ODIN
Odin era, em primeiro lugar, o deus da sabedoria, mas esta também não era uma virtude inata,como tudo na mitologia nórdica, pois o conhecimento custava esforço até aos deuses. Para conseguí-lo, Odin foi em humilde peregrinação até o poço de Mimir, para pedir-lhe a ciência que havia nas suas águas, mas o ciumento Mimir não cedeu o seu direito gratuitamente, senão que pediu em troca um olho do deus. Odin arrancou o olho sem duvidar e entregou-o a Mimir, que lançou-o para o fundo do poço. Uma vez bebida a água do poço, Odin soube imediatamente tudo o que se podia saber, até o fim que esperava o Universo e os deuses, após a luta final que teria que ter lugar no campo de Vigrid.

Saber tudo transformou o radiante deus num ser taciturno, dado que a carga da ciência, a responsabilidade do conhecimento, supunha também a maturidade, a consciência da temporalidade de todo o Universo, divino e humano. Mas esta tinha sido simplesmente a primeira etapa e o deus continuou o seu percurso, agora vestido de vagabundo, procurando o sábio Vafthrudnir, para confirmar a validade do seu conhecimento, contrastando-o com o imenso caudal de sabedoria do gigante.Seguindo o conselho da sua prudente esposa Frigga, Odin apresentou-se perante Vafthrudnir como Gangrad, para dar início ao mútuo e mortal interrogatório, dado que o preço que tinha que pagar quem deixasse uma pergunta sem responder era o da própria vida. Primeiro foi o turno de perguntas do gigante, e Odin respondeu a todas e cada uma das questões apresentadas por Vafthrudnir.

Depois correspondeu a Odin perguntar ao gigante todas as suas dúvidas, desde a origem do Universo até quais foram as palavras que o Pai supremo tinha dito ao seu filho Balder junto da pira funerária. Com essa pergunta, o gigante compreendeu que se encontrava diante do próprio Odin, e soube que tinha perdido o torneio e que o esperava a morte, mas não parece que assim fosse, pois nunca ninguém disse que Odin arrancou a cabeça do vencido gigante, dado que não queria conseguir a vitória sobre esse oponente, senão comprovar se a sua inteligência era suficiente.

FRIGGA, RAINHA DOS DEUSES
Como se viu pelo oportuno conselho dado ao seu marido Odin, Frigga era uma deusa sensata e prudente, além da exemplar divindade tutelar do casamento e a maternidade. De Frigga, deusa e fiandeira das nuvens, se dizia que era filha de Fiorgyn, irmã, pois, de Fulla e de Jörd, ou Erda, a deusa da Terra; também se conta que Frigga era filha de Odin e Jörd, e -nesse caso- irmã de Thor. Se teve algum defeito, foi talvez o da vaidade, pois se conta que roubou um pouco do ouro destinado à estátua do seu marido para fazer um colar com ele. Mas também era uma deusa muito inteligente e soube enganar Odin quando o deus se encolerizou ao conhecer que alguém tinha subtraído o apreciado material e tratou, inutilmente, de achar o culpado de semelhante atropelo.

Foi tanta a sua ira pelo desacato que abandonou Asgard durante sete meses, tempo em que o caos se apoderou do reino divino e os gigantes do gelo, os Jotuns, invadiram a terra. Mas Odin voltou e recuperou a terra para os humanos e restabeleceu a harmonia no céu, não sem ter voltado a sorrir, feliz por estar outra vez junto da sua amada esposa Frigga. Mas ainda nesse tempo em que Odin deixou o Asgard, Frigga não ficou sozinha; junto da rainha dos deuses estavam sempre: a sua irmã Fulla, símbolo da fecundidade e guarda das jóias de Frigga; Hlin, a deusa que assegurava o consolo à dor dos mortais; Gna, a divina e veloz mensageira; Vara, garante do cumprimento dos juramentos e do castigo ao perjuro; Lofn, a padroeira do amor; Vjofn, tuteladora da paz e a concórdia; Eira, habilidade de medicina para todas a mulheres, únicos mortais que podiam praticar esta ciência entre os nórdicos; Syn, guarda do palácio de Fensalir; Gefjon, a boa padroeira dos que morriam solteiros; Vör, que sabia tudo o que acontecia no Universo; e Snotra, a representação da virtude.

THOR
A personificação da força, a às vezes iracunda divindade do raio e o trovão, Thor, ou Donar, resida no maior dos palácios de Asgard, em Bilskirnir, uma grande deusa mansão com quinhentas e quarenta estâncias (o mesmo número que o das portas do Valacha) para alojar esplendidamente nelas todos as pessoas humildes após a sua morte, assegurando-lhes a felicidade eterna, em igualdade com os seus criadores e senhores, os guerreiros, para compensá-los de tudo o que na terra tinham padecido, glória sobradamente ganha com o seu honrado e constante esforço.

Thor era também o defensor dos humanos perante o perigo dos gigantes do frio; tão respeitado e adorado era pela sua tutela que era considerado o segundo na ordem celestial, até o primeiro entre os noruegueses, e a figura da sua arma, o martelo Miölnir, era também o signo que faziam os crentes para pedir a proteção divina do batizado do neófito, ao mesmo tempo que se usava sacramentalmente essa ferramenta para bendizer o lar, para marcar com estacas as propriedades, para dar validade a um casamento ou para rematar a pira funerária,na qual, se o falecido era guerreiro (com maior razão se era poderoso), também podiam estar as suas armas, o seu cavalo, e até a sua esposa e os seus serventes, dado que tudo e todos eram agora inúteis posses.

Quando da terra se ouvia o bramido da tempestade,os humanos sabiam que,por cima das suas cabeças,estava passando o carro de Thor puxado pelas suas duas cabras de belfos de fogo, e podia ir lutar contra os gigantes gelados, o maior perigo para os nórdicos, sempre ameaçados pelo frio. Embora quando foi a Utgard,à terra dos gigantes,na companhia de Loki, deus do fogo, e do bom gigante Skrymir, teve que deixar as suas cabras atrás e também as suas intenções guerreiras, pois Skrymir tinha tramado uma muito astuta e positiva forma de dar a Thor e a Loki uma lição inesquecível de paz e de convivência com a sua poderosa e inteligente magia, evitando assim que os deuses da força e do fogo pudessem cumprir os seus violentos desejos de acabar com a raça dos gigantes.

A ESTIRPE DE THOR
Thor teve também uma vida doméstica importante. O deus casou duas vezes, a primeira com a gigante Iarnsaxa, que lhe deu dois filhos, Magni e Modi, os seres destinados a povoar o novo mundo que se abriria após o fatal ocaso dos deuses. Muito mais importante no mito do deus Thor foi Sif, a segunda esposa, a bela dama dos cabelos tão louros como o ouro; deu-lhe duas filhas: Lorride e THurd. Loki, deus do fogo e companheiro de aventuras de Thor, teve a ousadia de roubar a cabeleira a Sif, mas Thor interveio e essa brincadeira quase custou a cabeça de Loki; ainda bem que Thor se limitou a exigir a reparação do mal e assim Loki teve que procurar os melhores artífices entre os anões para que lhe fizessem uma cabeleira nova de ouro fino e, restituindo a beleza a Sif, salvou-se da sua justa ira, embora também se conte que Thor, irritado com a atitude de Loki, lhe costurou a boca.

Também, por causa da grande beleza de Sif, (embora ela fosse uma nova vítima inocente) Thor teve que enfrentar o gigante Hrungnir, que, embebedado durante uma festa dada em sua honra na morada dos deuses, tinha lançado a fanfarrada de que algum dia, quando derrotasse todos os deuses na batalha final, se apoderaria da já então viúva Sif. Como é lógico, Thor, que tinha chegado justamente a tempo de ouvir a ameaça, desafiou o gigante a um duelo à morte. No terrível combate que se seguiu, e que terminou com a vida de Hrungnir, destacou-se pela sua valentia o pequeno Magni, apenas um bebé, mas que correu valentemente para libertar o pai do enorme peso da perna do caído gigante, que jazia morto sobre o desvanecido Thor e esteve a ponto de esmagá-lo ao cair em cima dele.

TYR, DEUS DA GUERRA
Diz-se que o manco Tyr, ou Ziu, era filho de Odin e Frigga, ou talvez de Odin e de uma gigante, personificação do mar enfurecido. Tyr foi a indiscutida divindade da guerra e um dos doze grandes deuses do Asgard. A sua invencível espada, o próprio símbolo da sua divindade, foi forjada pelos anões filhos de Ivald, também armeiros de Odin. A sua espada também pertence à lenda e há uma muito especial que Guerber colheu nos finais do século passado, onde se contava que a espada venerada pelos Cheruski, uma vez roubada do templo em que era adorada, passou para as mãos de Vitelio, prefeito romano que, encorajado pela sua posse, se auto-nomeou imperador, mas não soube lutar com ela e morreu pelas mãos de um dos seus legionários germanos, que a empunhou para cortar-lhe o pescoço pela sua covardia.

Átila depois encontrou-a enterrada na margem do Danúbio e, com ela, quase se apropriou da Europa, para terminar por ser morto com o seu fio, pelas mãos da princesa Ildico, que vingava assim as mortes dos seus produzidas pelo huno. Para terminar com a lenda, digamos que se acabava contando que, finalmente,tinha sido propriedade do vitorioso Duque de Alba e que este,após a batalha de Muhlberg e por não querer seguir as superstições do paganismo, a fez chegar ao arcanjo S. Miguel, para que ele, do seu posto no céu, a brandisse eternamente na defesa do cristianismo. Voltando ao deus Tyr, digamos que também se adscreviam ao seu comando as Valquírias, e que era ele quem indicava às virgens guerreiras quais eram os guerreiros mortos que deviam ser escolhidos e levados para o Valacha, para desfrutar de todos os seus gozos e esperar lá, ávida e felizmente, o grande momento, a hora da última e definitiva batalha em que tinha de acabar-se o primeiro Universo e dar lugar ao segundo.

COMO TYR PERDEU O SEU BRAÇO
O terrível lobo Fenris, junto com a serpente Iörmungandr e a deusa da morte Hel, foi um dos monstruosos filhos do deus Loki e a gigante Angur. Odin tentou domesticá-lo enquanto era um filhote e levou-o para o Asgard. Tyr foi o encarregado de alimentar a fera, dado que era o único que se atrevia a aproximar-se dela; assim o fez, vendo como o animal crescia em tamanho e ferocidade e não melhorava de maneira nenhuma a sua conduta. Então os doze acordaram amarrar o lobo com correntes, para evitar que pudesse converter-se num perigo para todos; mas as correntes não serviam de nada, pois Fenris partia-as com toda a facilidade; de maneira que os deuses pediram aos elfos que fizessem algo indestrutível.

Os elfos misturaram os passos de um gato,o cio do urso,a voz dos peixes saliva de pássaros, a barba de uma mulher e a raiz de uma montanha; com ela teceram uma corda inquebrável, Gleipnir, que quanto mais se puxava por ela mais se apertava. Foram todos, deuses e lobos,para a ilha de Lyngvi, para propor a Fenris que provasse a sua resistência, coisa nada fácil, dado que ele receava de uma liga tão sutil . Como os doze insistiam, Fenris aceitou, com a condição de que um deles pusesse o seu braço dentro das fauces, para pagar por todos se algo saísse mal. De maneira que Tyr foi de novo o escolhido e deixou o seu braço à prova dentro da boca de Fenris, enquanto se lhe atava o Gleipnir ao pescoço e às garras. O lobo esticou e esticou a atadura, mas esta só se apertava cada vez mais; entretanto, os deuses riam, (bem, nem todos, pois Tyr perdeu a mão direita para sempre). O lobo ululava furioso e os deuses meteram-lhe uma espada na boca, para calá-lo;do sangue que brotou do seu paladar brotou o rio Vom e lá ficou Fenris, à espera do dia final, até que chegasse o momento em que se partisse a sua ligadura e fosse o momento da sua vingança.

O OCASO DOS DEUSES
E o dia da vingança de Fenris chegou por fim. O último dia, o da batalha entre as forças do bem e as do mal. Loki, que tinha vivido entre os doze deuses, levava a maldade no seu seio e, quando foi expulso de Asgard, também a levou para os humanos, fazendo com que o mundo se convertesse no lugar de todos os crimes; em breve as divindades viram que tinha chegado o tempo do seu ocaso. O Sol e a Lua deixaram de brilhar nos céus ao serem alcançados e devorados pelos lobos engendrados por Fenris; a neve e o vento invadiram tudo durante três anos, e depois outros três anos de pesar caíram sobre o aterrado Universo.

O dragão devorou a raíz do salgueiro Yggdrasil e Heimdall deu o toque de alarme; os deuses saltaram dos seus palácios e saíram nos seus cavalos para combaterem os gigantes do gelo e a sua banda de renegados e monstros horrendos. Ia dar-se início à luta final sobre a planície de Vigrid, segundo o que o destino tinha marcado desde o princípio dos tempos. A batalha derradeira entre o exército do bem, formado pelos deuses do Aesir, os guerreiros escolhidos do Einheriar e os deuses do vento, os Vanas, e as forças poderosas e heterogêneas do mal, em cujas sinistras filas estavam desde a deusa da morte, Hel,até Loki e o seu filho, o lobo Fenris,passando pelos sempre temidos gigantes do gelo e todos os monstros aliados. Um instante depois,entre o estrondo da tempestade e a fúria de todos os elementos desatados, todos os inimigos estavam combatendo a morte, numa luta sem quartel, na qual dificilmente podia haver um vencedor.

Cada um dos combatentes selecionou o inimigo do seu tamanho, e assim Odin enfrentou o lobo Fenris; Thor lançou-se contra a serpente do Midgard; Heimdall escolheu o traidor deus Loki como seu rival; Tyr balançou-se contra o cão Garm; sem dar-se um segundo de descanso, todos os adversários lutaram desesperadamente enquanto puderam manter-se em pé, mas também todos eles, sem exceção, foram sucumbindo perante os seus mútuos inimigos; estava claro que nenhum deles podia vencer naquela loucura coletiva; enquanto os deuses e os malvados se matavam, o céu e a terra ardiam com as centelhas que arrojou o furioso Surt e, muito em breve, todo o Universo se consumia irremissivelmente nesse fogo aterrador que também o purificava para sempre.

O ruído da luta parou; só restavam as cinzas, mas voltou a brilhar outra luz no céu: a filha póstuma da deusa Sol, agora mais tênue e benfeitora. Ao calor do sol que amanhecia outra vez, e da profundidade do bosque de Mimir, surgiram uma mulher e um homem, Lifthrasir e Lif, os dois únicos humanos sobreviventes do fogo, que tinham sido reservados da morte para repovoarem o novo mundo que tinha que suceder ao corrompido mundo primordial. Os deuses da Natureza, Vali e Vidar, também se debruçaram à paisagem que despertava à nova vida e encontraram-se com aqueles que nasce- ram para suceder aos doze deuses: os irmãos Modi e Magni, os filhos do deus Thor e da gigante Iarnsaxa, que traziam consigo o martelo do pai e as suas virtudes. Apareceu depois Hoenir, seguiram-no pouco mais tarde os irmãos gêmeos Balder e Hodur, filhos de Odin e Frigga;os sete deuses descobriram felizmente que, além no alto do céu, o Gimli, a morada celestial mais elevada, se tinha salvo da destruição total. Então, e a partir desse recuperado canto do paraíso original, começaria o seu novo reinado de amor e cuidado sobre a nova humanidade e sobre a também renovada Terra.




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nvndaemon
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 Postado em 20/08/2006 12:16:00 PM

Ioi!!!
Cara cata tudo e faz um net-book!!!
Dai da pra ler melhor, pelos que só entram no fim de semana.
Sugetão para o título do net:

Compêndio de lendas ou Mitos

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Mistical
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 Postado em 24/10/2006 5:16:00 PM

eu não sei fazer net books


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